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domingo, 13 de setembro de 2009

Vamos ser rápidos: o uso da velocidade

Ontem aproveitei o lindo dia para ir ao Parque do Ibirapuera capturar algumas fotos para este post de hoje...mas acabou a bateria da máquina hehehe. Então, inicio este texto de hoje com a dica de ouro: SEMPRE CARREGUE A BATERIA ANTES DE SAIR DE CASA!

Dito isto, vamos para nosso tema de hoje: Velocidade! E com isto, creio que hoje fechamos o básico para tirar umas fotinhas por aí, praticamente um minicurso. Um pouco de composição já foi falado aqui e existiram alguns posts sobre o uso da abertura para alterar a profundidade de campo. Agora falta falar de velocidade e aí será apenas uma grande diversão combinar tudo em diferentes situações.

Mas porque combinar a velocidade com a abertura? Porque ambas dão o controle sobre a exposição, ou seja, o quanto de luz atinge o filme ou o sensor da camera. Nós já vimos que existe um diafragma responsável por controlar a abertura e, consequentemente, a quantidade de luz que penetra na máquina....mas o fato é que este diafragma não é a única coisa a modular a quantidade de luz que sensibiliza o filme/sensor...há também uma cortina móvel entre o sensor e a lente, chamado de Shutter ou obturador.



E é a velocidade com que esta cortina abre e fecha é que regulamos quando alteramos a velocidade de disparo da máquina. E isto é que determina o tempo com que o sensor/filme recebe luz! Portanto, a intensidade de luz é determinada pela abertura, afetando a profundidade de campo, e o tempo de exposição é dado pela abertura/fechamento desta cortina...difícil? Tome uma pausa para o café!

Geralmente a velocidade é dada desde frações de segundo (1/2s, 1/4s, 1/8s, 1/15s, 1/30s, 1/60s, 1/125s, 1/250s, 1/500s, 1/1000s, 1/2000s, 1/4000s, 1/8000s, etc.) até segundos inteiros (1s, 8s, 30s ou mais). Cada máquina possui uma maneira de regular a velocidade, portanto recomendo que leia o manual do seu equipamento. De modo geral, as maquinas profissionais e semi-profissionais possuem um botao, onde basta regular a operação para S (ou qualquer que seja a nomenclatura utilizada pelo fabricante de sua camera) que a máquina deixa você estabelecer a velocidade e ela regula o resto (clique na foto para aumentar).





Como regra geral, velocidades rápidas congelam a imagem e velocidades maiores permitem capturar movimentos.
Sendo assim, vamos ver alguns resultados:

Parque Ibirapuera, 1/2 segundo de exposição

Veja como a imagem está nítida e somente o esportista se encontra em movimento. Esta técnica é ótima para capturar esportes, mas pode ser utilizada de forma bem criativa.Veja a foto abaixo como exemplo.

Velocidade 1/8S


A baixa velocidade permitiu capturar o movimento da água e deixar a cachoeira com este aspecto de leite...Veja como a velocidade altera a percepção e captura de imagens abaixo, nas sequencias de foto com diferentes velocidades tiradas da sacada do meu apartamento:

2,5S


1/2 S



1/13S



Notem nas fotos como a maneira como o movimento dos carros foi capturado. Cabe a você decidir qual velocidade serve melhor aos seus propósitos.

A velocidade pode ser usada também para congelar imagens, como abaixo:

1/500S


Como alimento para a criatividade, inclui uma serie de fotos que obtive no Flick como exemplo:

Foto: Mastrobiggo@Flickr

Foto: Parrita @ Flickr

Bom, agora é por na prática. Semana que vem estou de volta.
Boas fotografias.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Profundidade de Campo

Enfim, um novo assunto: profundidade de campo. Quando tiramos uma foto, é importante que os objetos estejam em foco. Certo? Depende! Depende por que, como já discutido antes , tudo depende do que o fotógrafo quer mostrar em sua foto. Ou seja, o fotógrafo pode optar por ter TUDO em foco ou apenas um único plano da foto em foco. E o quanto da imagem possui foco antes / após o plano de interesse é chamado de profundidade de campo!

Vejam as fotos abaixo: uma possui grande profundidade de campo (ou seja, boa nitidez ao longo de todo o campo da imagem) e outra não, a qual mostra nitidez apenas no plano da foto.




Tenha sempre em mente que a principal ferramenta de trabalho para alterar a profundidade de campo é a abertura da lente. Ok, ok, mas afinal o que é a abertura da lente?

Basicamente, o termo Abertura, ou f/número ou f/stop, significa o quanto de luz é enviado para o filme ou para o sensor da máquina. Isso significa que uma abertura pequena envia pouca luz e uma abertura grande envia muita luz. E a abertura é controlada por um diafragma que modifica o seu tamanho, conforme a imagem abaixo:



Se convencionou que a abertura das lentes variaria de forma a reduzir pela metade a quantidade de luz frente a abertura imediatamente maior. Matematicamente, o diâmetro do diafragma é reduzido por um fator de raiz quadrada de 2. Isso trouxe uma boa diversão aos fotógrafos, pois a definição dos valores de abertura são dados por uma equação, sendo f = 1/(raiz quadrada de 2 x o número de reduçoes aplicadas ao diafragma). Fácil? Longe de ser fácil!!!!

Vamos para a prática então: quanto maior a abertura, menor será o número pelo qual f será dividido. Ou seja, f/1 corresponde a uma abertura muito maior do que f/22. Veja abaixo:



Ou seja, ao alterar a abertura de sua lente, você altera também a profundidade de campo.

Mas atenção: as lentes estão longe de serem perfeitas! Logo, o uso de aberturas grandes (f/2, p.ex.) pode ocasionar a difração de luz internamente na lente e uso de aberturas pequenas (f/22, p.ex.) pode levar a um aumento das distorções internas da lente e aparecimento de aberrações cromáticas. Logo, a melhor qualidade optica das lentes é geralmente obtida entre f/5.6 e f/8.

No mais, use sua criatividade. Existem momentos onde f/2 será a abertura ideal, pois permitirá transferir toda a atenção para um único plano focal. Em outros momentos, f/22 permitirá a captura de uma imagem em todo o seu infinito...existem jornalistas que defendem apenas "use f/8 e esteja pronto!", ou seja, é o suficiente dos dois mundos. Enfim, a foto é sua! Divirta-se com as fotos abaixo e suas aberturas...e crie suas próprias. Um abraço!

f/11



f/5.6


f/25


f/14

sexta-feira, 24 de julho de 2009

A cor da Luz II

Você pode não ter notado, mas as lâmpadas de casa tem cores diferentes e podem afetar sua foto.

Vejam os exemplos abaixo.

1. Foto tirada em local fechado utilizando luz fluorescente. Note os tons azulados na foto. Esta imagem não parece fria?



2. Foto tirada com a janela amplamente aberta, permitindo a entrada da luz do sol (amarela). Vejam como a foto passa a exibir tons mais amarelados e se torna mais quente




3. Foto realizada com iluminação de lãmpada incadescente, aquelas de bulbo. Vejam como a foto se torna bem mais amarela!



Cabe ao fotógrafo julgar se a cor da luz presente em suas fotos representa e comunica aquilo que ele busca.

A cor da Luz

A exposição humana às cores (com todas suas variações) ocorre diariamente, seja por ver as cores, seja por ler ou ouvir sobre elas. Nós, Homo Sapiens, vemos cor em tudo e com diferentes intensidades de brilho...e o mais interessante é que conectamos isso a nossos sentimentos.

Ontem mesmo, ao assistir o Jornal Nacional, vi uma reportagem sobre como a cor da luz em casa pode nos dar uma sensação de calor (luz amarela) ou de frio (luz branca-azulada), permitindo mudar nossa sensação térmica durante a mudança das estações do ano. Outro exemplo está nos países nórdicos, que se utilizam da luz como forma de evitar a depressão nas pessoas durante os longos períodos de inverno escuro. Um terceiro exemplo está no código de cores de nosso dia a dia: vermelho significa cuidado/perigo (farol vermelho, placa de pare, carro de bombeiros, etc), amarelo nos faz entrar em alerta (sinal amarelo, faixas de sinalização em roupas, roupa de bombeiro, faixa central na estrada, pisca-pisca de automóveis, etc)...

Em resumo, a cor vai além de suas tonalidades e brilhos. A cor é um termômetro emocional e um agente de comunicação de sensações para nosso cérebro. Por isto é muito importante que o fotógrafo utilize a cor para comunicar-se em suas fotos.

Vejam só a foto abaixo. A luz mais azulada (neste caso obtida utilizando um filtro) dá a impressão de ser um dia de sol de inverno, iluminado, porém frio :



Já esta outra foto, com luz mais amarela, nos dá a impressão de ser um dia mais quente.

Note que a cor contida na foto nem sempre precisa ser exatamente a cor real do ambiente, mas ela precisa comunicar a mensagem que o fotógrafo quer passar.

A luz pode mudar a sua foto

Uma coisa que não podemos nos esquecer é que a palavra Fotografia tem sua origem no grego, significando escrever com a luz. Portanto, a luz pode mudar muito como sua foto é feita. Os dois principais pontos a serem considerados na luz são:

1. Cor da Luz
2. Inclinação da Luz

Não se esqueça: não se pode escrever com a luz se ela não existe!

terça-feira, 14 de julho de 2009

A Luz e o Fotógrafo

Agora tudo começa a ficar mais interessante....Inicialmente, é importante lembrar que só enxergamos as coisas porque nosso olho recebe luz REFLETIDA destas coisas! Ou seja, se um objeto não reflete luz, enxergamos como preto!

Mas indo ao início, o Sol ilumina a terra e pequenas goticulas de água e alguns elementos químicos agem como microcristais, decompondo a luz do Astro-Rei que nos ilumina.



Claro que este fenômeno não é intenso suficiente no dia a dia, mas se torna muito evidente após uma chuva, formando o famoso arco-iris. Pode-se também notar a alteração nas cores dos objetos no amanhecer e no entardecer, quando a dispersão é maior devido a posição do Sol.



É interessante comentar também sobre o espalhamento da luz. Da mesma maneira que os cristaizinhos e gotículas de água podem agir como prismas, podem também agir como espelhos, espalhando a luz. Curiosamente, quanto menor o comprimento da onda da luz, maior o seu espalhamento. Por isto que as radiações azuis e violetas são espalhadas ao amanhecer e ao entardecer, causando menos câncer em nós e tornando o mundo menos azul nestes períodos.

terça-feira, 7 de julho de 2009

A Luz




A Luz visível é apenas um pedacinho de toda o espectro de radiação eletromagnética disponivel por aí. Nós chamamos de Luz Visível apenas a faixa de frequência que pode ser captada pelas células de nosso olho, os famosos Cones e Bastonetes. Geralmente estas células são excitadas por luz na frequência de 400nm a 700nm. Todo o resto existe, mas é invisível para nossos olhos.
Mas, afinal das contas, o que essa tal de frequência quer dizer? Este termo está diretamente ligado ao conceito de radiação eletromagnética, criado por Sir James Clerk Maxwell, e está relacionado às propriedades eletricas e magnéticas da energia, propriedades estas que se manifestam como campos que oscilam e se propagam através do espaço. Graficamente, representamos estas oscilações como ondas vibratórias, como na figura abaixo

ou seja, quanto mais energia, maior a frequência de vibração da onda. Curiosamente, cada frequência "visível " é capturada com uma cor. Em resumo, a cor que enxergamos é definida pela intensidade vibratória da energia luminosa, ou o seu " comprimento de onda" definido em nanometros (nm). Quanto menor o comprimento de onda, maior a energia (por vibrar mais, cabem mais ondas em um dada distância).

Curiosamente, diferentes fontes de luz fornecem diferentes comprimentos de onda.




e é por isto que temos a sensação que uma luz pode ser mais quente (amarela - maior comprimento de onda - menor energia) ou mais fria (azul - menor comprimento de onda - mais energia). Logo, a luz interfere em como vemos o mundo e como registramos as imagens em nossas fotografias. Uma luz azul deixa tudo mais frio, uma luz amarela deixa tudo mais quente...